Alice era minha avó.

Nos anos 1940 e 50, numa aldeia no centro de Portugal, minha bisavó Conceição e as quatro filhas — Alice, Rosa, Maria e Piedade — tocavam a venda da aldeia.

Um comércio inteiro nas mãos de cinco mulheres, numa época em que isso não era comum. E não era só um lugar de comprar coisas. Era onde as pessoas se encontravam no fim do dia, contavam as novidades, conversavam, trocavam.

Cada uma delas era conhecida assim: Rosa da venda. Maria da venda. Piedade da venda.

E a minha avó, Alice da venda.

Comecei com o crochê que ela me ensinou.

Quando a Alice da Venda nasceu, minha avó tinha falecido havia pouco tempo. Eu queria fazer alguma coisa que honrasse a memória dela e que me mantivesse conectada de algum jeito — e o crochê era o que ela tinha me ensinado com as próprias mãos.

Com o tempo entendi que não era o meu caminho. Mas o começo precisava ser pelas mãos dela.

O meu caminho sempre foi o cheiro.

Eu sou Vanessa Simões, a criadora da Alice da Venda

Desde criança fui ligada a aroma, a energia, a ritual — uma criança esotérica, dessas que sente as coisas antes de saber nomear.

Passei muitos anos em grandes empresas. Aprendi muito, mas faltava alguma coisa.

Foi numa pós-graduação em terapias integrativas que eu entendi o que era. Ali entrou a cristaloterapia, e com ela a ideia que sustenta a linha vibracional até hoje: a casa vibra com a nossa energia. Ela precisa ter a nossa cara — e o cheiro é uma das partes mais intencionais disso. Cheiro vibra com a alma.

E entrou também a aromaterapia, que é a outra metade disso. Os óleos essenciais carregam as propriedades da planta e agem em você — no stress, no sono, na TPM, na hora de focar. Uma linha cuida do ambiente, a outra cuida de quem vive nele.

Aqui a gente acredita que as duas coisas são a mesma. Cuidar da casa é cuidar da gente.

A venda continua.

Hoje ela é outra coisa — velas, difusores, aromaterapia, presentes. Mas a razão de existir é a mesma daquela aldeia: um lugar de troca sincera, onde as pessoas se conectam de verdade.

Mantive a origem, aquele lugar de força feminina, e trouxe o que era meu. As duas coisas juntas são a Alice da Venda de hoje.

Por isso nada aqui é só perfume. Cada produto carrega uma intenção — o que você quer sentir, ou o que quer dizer pra alguém sem precisar das palavras.

Cheiro não é decoração. É intenção.

Com carinho,

Vanessa Simões

Vanessa Simões - Alice da Venda